sexta-feira, 17 de junho de 2011

ATERRAR E VOAR

Pensar em equilíbrio é pensar em polaridades. Na referência orgânica de um organismo vivo, considera-se os movimentos de expanção e recolhimento, os pulsos do vivo. Assim também os macro-pulsos, nas forças centrífuga e centrípeta. Porém o movimento para estar em equilíbrio precisa de um eixo, em torno do qual acontece e se organiza.O Ser Humano vive constantemente esta relação cinérgica com seus pulsos, tanto fisiológicamente como psicológicamente, buscando rítmo balanceado entre o expandir e o recolher, entre o receber, preencher e o doar, esvaziar, pois assim é a força da vida. Quanto mais em equilíbrio, ritimado e constante, maior é a capacidade do potencial vital do ser. Porém como expandir e recolher sem se deixar cair em extremos, que geram desequilíbrios comprometendo o sistema e sua homeostase. Psiquicamente precisamos da segurança confiante, advinda da base, do contato com a terra, com a sensação de enraizamento no solo, como também e igualmente do céu, do alto, das forças criativas da imaginação. Para o equilíbrio entre estes dois estados, é necessário o contato permanente com o eixo, físico e biomecânico como o eixo písiquico das emoções e cognições, dos pensamentos e sentimentos. O excesso de segurança pode levar à rigidez impedindo que os vôos da imaginação que favorecem a expressão criativa no mundo aconteça. O excesso de fantasias acarretam a perda da base, da segurança e referenciais. Portanto para aterrar e voar, é necessário manter equilibrado o eixo, o fio de prumo, fundamental no pulso salutar da vida e do viver. Este atento sempre!
Abraços ****
vivi

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