terça-feira, 26 de julho de 2011

O CORPO QUE ASSUSTA

Em plena era da tecnologia, da tecnociência a quantidade de horas dispendidas ao trabalho tem sido algo quase que insustentável ao humano, comprometendo sua biologia e suas necessidades mais básicas. Com tanto aparato tecnológico, máquinas de alta precisão, as pessoas trabalham exausativamente, mas pensam cada vez menos. Todos temos sido levados em alta velocidade para lugares que também não sabemos e nem conseguimos perguntar: por que? para que? Neste cenário de grandes desajustes psicosociais o nosso corpo, acaba se tornando mais um objeto de mercado e portanto cada vez mais distante dele estamos todos. Já não nos reconhecemos. Disfigurados pelas plásticas,adições farmacológicas das pílulas de rejuvenescimento ou de suportamento desta desumana carga de exigências capitalista, temos vivido um corpo desconhecido e como tudo que desconhecemos nos causa medo, então temos nos assustados com o nosso próprio corpo, não nos reconhecemos mais. Modismos de culto a um corpo-objeto e tecnológico, as pessoas se parecem todas iguais, apresentando-se quase que em verdadeiros uniformes ditados pelas modas, sem criatividade e identidade pessoal e cada vez mais assustadas em seus corpos, produzidos pela indústria tecnológica e farmacológica. Portanto meu caro, fique atento às ondas, saiba em que ondas tem estado surfando, senão poderá ser engolido sem retorno à praia da felicidade, que não se compra em farmácias ou clínicas de estéticas. Procure viver um corpo sem o susto do mercado, mas simplesmente o seu corpo, verdadeiro e pleno, potente, assim como somos todos nós, na graça da vida.
Abraços ****
Vivi

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