quarta-feira, 19 de outubro de 2011

SENSIBILIZAR PARA MATURAR

Considerando o processo evolutivo e biológico, sabemos que a maturidade deve acontecer naturalmente. Se a vida tiver a chance de prosseguir apesar dos acontecimentos, a maturidade é uma etapa a ser conquistada. Conquistada? Mas ela não é natural? Natural é, afinal todo ser vivo ao nascer irá crescer, desenvolver, maturar, envelhecer e fenecer. Biologicamente esta é a receita da vida. Ocorre que do ponto de vista psicológico,comportamental, o que tem sido evidenciado em nossos relacionamentos, no conviver, é uma grande expressão de infantilidade. As pessoas tem se mostrado cada dia mais infantilizadas, naquilo que alguns chamam de adultecência, adultos adolescentes, ou seja adultos que se expressam com infantilidade. Será um medo de crescer? Medo das responsabilidades da vida adulta? Preguiça de assumir responsabilidades e compromissos frente às escolhas? Ocorre que, se não construirmos espaços relacionais viáveis à maturidade, mais adultos se mostrarão acomodados na zona de conforto da infantilidade, respondendo ao meio como crianças birrentas, mimadas, inseguras, em busca do prazer egoísta. Sem maturidade não há cooperação. Então, talvez seja necessário encontrarmos dispositivos que possam sensibilizar, motivar, oferecendo espaços mais confiáveis e transparentes para despertar nos adultecentes um lugar interno que os faça responder ao meio e a si mesmo de forma matura e responsável. Aqui o papel da educação é imperativo, associado à firmeza, clareza de propósitos, de forma ética e honesta, sem medo de viver a realidade da vida em sua plenitude e grandiosidade.
Abraços ****
Vivi

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