quarta-feira, 8 de junho de 2011

A DOR DA TRANSFORMAÇÃO

Toda transformação é dolorosa, pois implica em lidar com aspectos de nós mesmos, que não gostaríamos de fazer contato e reconhecer. Dores e tensões musculares, rigidez nas articulações, insegurança, ansiedade, medo, sensação de desequilíbrio, de opressão e compressão, revelam lugares somáticos comprometidos com formas que se protegem da dor do contato. São formas defensivas. A tristeza, a angústia, a raiva, o ressentimento, o medo do ridículo, são emoções que dizem destes lugares doloridos da alma humana. Quando conseguimos aceitar a Si mesmo, reconhecer a fragilidade como parte natural da nossa humanidade e receber amorosamente a pessoa que existe em nosso interior, entramos no caminho da transformação. Possuímos a potência da vida, a beleza da criatividade, a força impulsora da natureza e portanto, apesar da dor da transformação, todo o humano é plenamente capaz de viver e se apropriar de Si mesmo, equilibrando os opostos na direção da maturidade, sem a necessidade de cair em formas somáticas de rigidez excessiva ou lassidão colapsada. Embora possa ser dolorida, toda transformação é sempre bem vinda, pois é no processo de transformação que temos a grande oportunidade de crescimento, aprimoramento e refinamento pessoal.
Abraços ****
Vivi

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