terça-feira, 11 de outubro de 2011

EMPODERAR PARA NÃO SUBJUGAR

O medo é fruto do susto. O susto paralisa ou avança e destrói. O medo gera sofrimento para si e para o entorno. A violência é uma expressão de sofrimento, de um medo assustado que desgovernadamente agride ou se fecha na solidão. Toda a violência é uma agressão a si e ao outro, ao entorno, deixando marcas profundas que serão levadas para o resto da vida e para o resto da vida das pessoas em volta. A violência sempre gera mais violência e mais medo e mais sofrimento, num ciclo que se perpetua ao longo das relações. A violência doméstica ensina silenciosamente nossas crianças a repetirem processos como meio de sobrevivência, porque não aprenderam outra possibilidade.O violento agride o outro mas, antes agride a si mesmo, sem ter um mínimo de percepção que, para fazer o outro sofrer ele sofre antes. Em que momento nós humanos entendemos que para transformar precisamos gerar sofrimento, aniquilação, intimidação, ameaça. Será mesmo que para mudar um comportamento ou para colocar nossas idéias e opiniões precisamos desumanizar? E às vezes desumanizar as pessoas que dizemos que mais amamos? Onde aprendemos isto? Será que este é o único caminho para as relações de convivência e educação de nossas crianças? Ensinar é fazer sofrer? Acredito no diálogo. Acredito na força da amorosidade da vida. Acredito na calidez da alma. Não como romantismo infantil mas, porque esta é a nossa verdadeira essência como humanos. Penso que até queremos sair do paradigma da dominação, mas ainda não conseguimos. Como não sabemos nos manejar e na impossibilidade de suportar o desconhecido, recorremos novamente ao paradigma destruidor da violência pela violência, pois é este que conhecemos. Falando de amor, matamos, agredimos e isto é crueldade demais. Para sair do lugar de subjugação é preciso empoderamento. Empoderar-se é respeitar, é compreender, é acolher, é acreditar que a vida é preciosa, ela está além de um ego infantilizado e birrento que muitos adultos apresentam. Penso que precisamos agir, levar estas reflexões a mais e mais pessoas, sair deste ciclo destruidor, proteger, ensinando nossas crianças a amarem para sermos amados. Portanto, faça a sua parte.
Abraços ****
Vivi

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