terça-feira, 29 de novembro de 2011

O VÍNCULO E OS CORPOS

Agitação, pressa, urgência para tudo, excessos de todas as formas, competição, veloz velocidade, tempo sem tempo, este é o tempo que vivemos. Será que vivemos o tempo ou será que o tempo nos vive? Na aceleração o tempo modifica os corpos e as relações entre eles. A vida é vínculo. É no vínculo que as pessoas podem conectar sentimentos, sonhos, presenças, experiências, narrativas que vão compondo histórias pessoais e coletivas. Sem vínculo passamos pela vida e perdemos a oportunidade de perceber a própria vida nos corpos, nas histórias, nos ambientes. Quanto mais as relações exigem aceleração mais distantes ficam, afetando intensamente a formação dos corpos que não conseguem estabelecer vínculos, ampliando ainda mais as distâncias entre as pessoas e suas histórias. Neste cenário a cada dia mais aparecem corpos pouco vinculares, sem sustentação de vínculos e portanto longe do visceral e isto tem um nome: não reconhecimento de si. Se não me reconheço, não sou capaz de reconhecer o outro, nem compreendê-lo e portanto mais distância. Vivemos um tecido esburacado, onde os fios frouxos parecem não ter sustetação, onde um menor movimento se esfacela. Assim tem se manifestado nossas relações: ao menor desafio não se sustentam. Separação, distanciamento, susperficialidade, banalização, desqualificação, prepotência e carência, são apenas algumas das manifestações de relações cujos corpos não são capazes de vincular. Obesidade, anorexia, bulimia, fibromialgia e outras tantas algias... são evidências somáticas de corpos pouco vinculares, distantes de suas vísceras e de sua muscularização. Atenção ao tempo, ao COMO estou em relação ao tempo, pessoal e social é hoje de grande importância para alimentar e sustentar corpos sadios, plenos e potentes.
Abraços ****
Vivi

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