quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O QUERER E O NÃO QUERER

O viver é feito de escolhas. A todo momento estamos fazendo escolhas e como toda escolha, sempre haverá um preferir e um preterir. Frente a tantas possibilidades, muitas vezes nos encontramos diante de momentos em que não sabemos para onde ir e qual a melhor decisão a ser tomada. Se soubermos fazer perguntas já estaremos num bom caminho, afinal nem sempre sabemos exatamente o querermos. Então, se pudermos perguntar teremos a chance de obter mais informações para uma escolha mais adequada. Discernir entre o que eu quero e o que eu não quero, viabiliza o processo. Se não consigo saber o que eu quero num determinado momento de minha vida, frente aos acontecimentos, mas se conseguir pelo bom senso, saber o que eu não quero, certamente já estarei bem encaminhado. Portanto, como diria Michel Foucault, "saiba antes o que você quer e o que você recusa", para poder então fazer escolhas mais agregadoras. Problematizar e complexificar as circunstâncias que se apresentam nos mais diversos ambientes, frente aos acontecimentos, nos encontros de nossa vida, ampliando a percepção para um olhar mais abrangente, nos permite decidir com mais maturidade, onde as consequências da nossa escolha contemple a preservação do pulso vital, permitindo que todo o processo decisório seja potencializado. Vida é conexão, adapatação, flexibilização, é permeabilidade, é expansão e recolhimento, é pulso, portanto, toda escolha que tenha a vida como um valor inegociável, deve, Kantianamente falando, querer se posicionar para saber discernir o que se quer daquilo que não se quer.
Abraços ****
Vivi

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