sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ARTESÃO DE SI MESMO

Em torno dos anos 60, 70 e mais um pouco, muito se propagou sobre a auto-ajuda e aqui começou de forma evidente, a necessidade de um olhar mais cuidadoso para a pessoa que cada um de nós somos. Se já temos conhecimento trazido pela ciência, tecnologia avançando com rapidez, meios de transportes e comunicação, reduzindo distâncias, surpermercados disponibilizando alimento, e tantos benefícios oferecidos pelo progresso e desenvolvimento, por que ainda não conseguimos nos entender? Neste cenário, o insentivo que chegou no modismo da auto-ajuda, tomou conta das mídias por todos os cantos. Contudo, o que seria propriamente o movimento da auto-ajuda que lotou e ainda lota as livrarias, as lojas de conveniências e de produtos naturais, numa corrida às alternativas? De alguma forma foi um movimento que trouxe à reflexão a necessidade de consideração para com a pessoa humana, ou seja , quem é esta pessoa? do que ela verdadeiramente precisa em sua vida? como poderá ser plenamente realizada? o que é ser feliz? Inúmeras são as perguntas em busca de respostas e direcionamentos. Ocorre que, o reconhecimento de si requer uma disposição interna para adentrar na intimidade deste humano que só cada pessoa saberá acessar. Embora que tenhamos à disposição livros, cursos, vivências, terapeutas das mais diversas abordagens, uma questão é fundamental: como ser artesão de si mesmo, como acessar este lugar da subjetividade para fazer contato consigo mesmo, num trabalho de si e sobre si mesmo? Neste verdadeiro artesanato pessoal, este artesão precisa manter viva a função de estimar-se, afinal o amor existe no pulso da vida mas acessá-lo e vivê-lo plenamente em cada respiração, depende apenas e tão somente da vontade genuína e sincera deste artesão.
Abraços ****
Vivi

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