segunda-feira, 7 de maio de 2012

DESLIGAMENTOS PROVISÓRIOS

Existem atitudes da existência que exigem retiradas temporárias do mundo, para que aconteça o encontro pessoal. São as “demandas da existência”. O pensar pede um distanciamento do mundo, para viabilizar a busca da compreensão da nossa existência. O isolamento da reflexão, permite a busca pelo sentido existencial, sem o qual não conseguimos aproximação para o reconhecimento do ser e estar neste mundo. De tempos em tempos, o distanciamento da factualidade do mundo permite o contato silencioso, onde o novo pode emergir, na contemplação de um espaço interno. O querer, que às vezes pode até gerar um certo desconforto no encontro com as diferentes vontades, requer discernimento para a escolha entre um preferir em detrimento de um preterir. Um querer como a capacidade de iniciar algo novo, na busca da realização dos projetos pessoais diante do mundo em que vivemos. O julgar, se aproxima da capacidade de distinguir as diferentes possibilidades para encontrar um posicionamento. Julgar, como disponibilidade para um posicionamento, exige distanciamento dos interesses próprios que permite ver o ponto de vista do outro ou dos outros à nossa volta e, portanto depende da qualidade do nosso comprometimento com o nosso entorno, o grupo, a comunidade na qual estamos inseridos. O pensar exige distanciamento, afastamento, enquanto o querer e o julgar exigem discernimento e ação para a realização do novo. Contudo, as três faculdades pedem um desligamento provisório do mundo para que elas possam se manifestar na sua plenitude. Sem distanciamento não conseguimos enxergar e, portanto somos incapazes de ver, compreender e ir ao encontro dos novos caminhos, das possibilidades mais adequadas para o momento presente. Se nos mantemos constantemente grudados, colados, aos discursos internos, seremos incapazes de ter uma visão ampliada, onde a intuição possa ser revelada e audível. Abraços **** Vivi

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