segunda-feira, 11 de junho de 2012

POLÍTICA DA DISTRAÇÃO

Há quem diga que estamos na pós-modernidade, outros, porém afirmam que ainda estamos na modernidade. Seja lá como for, fato é que, sob a égide do capitalismo, onde o espetáculo permeia os mais diversos espaços, na frenética promoção de uma cultura do consumismo, a distração é parte integrante do jogo de produção de necessidades e desejos incessantes. Uma tal política da distração, se faz necessária para manter o impulso nos mercados de consumo, de uma demanda que seja capaz de conservar a lucratividade da produção capitalista. A preocupação permanente com a instantaneidade através das novas tecnologias, das mídias e multimídias, da televisão de massa, apelando para as superfícies, num fluxo ininterrupto, penetrando os espaços residenciais das intimidades, vai gerando intensidades relacionais e viscerais, onde a capacidade atentiva e reflexiva ficam comprometidas, provocando respostas prontas e automáticas que servem única e exclusivamente, ao consumo distraído, ao consumismo pelo consumismo. Na fragmentação e efemeridade, há uma quase recusa a enfrentar as questões existenciais, com total perda de potência. Estar atento a este processo sensacionalístico do espetáculo, nos diversos meios é decisivo, se quisermos prosseguir no processo construtor de uma cultura, onde o futuro seja significante ao invés de alienante para toda a humanidade. Abraços **** Vivi

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