quinta-feira, 12 de julho de 2012

TAMBÉM NECESSITAMOS DE AFETOS

Muitas são as necessidades do ser humano. Sobreviver está sempre à frente, mas não é só. Os humanos precisam, inclusive para garantir a sua sobrevivência, do saber, do conhecimento adquirido e continuado ao longo de uma existência e nas sucessivas gerações, produzindo cultura e mais saber. Mas também não é só. Lembrando Edgar Morin, “ as necessidades humanas não são apenas econômicas e técnicas, mas também afetivas e mitológicas”. Fato é que , toda pessoa humana precisa ser reconhecida como humana pelos outros humanos. Neste processo de reconhecimento e pertencimento , estabelecendo relações vinculares através dos encontros, as pessoas intercambeiam afetos e sonhos, aspirações e histórias, nas mais diversas narrativas de acordo com a cultura de cada um, nos diversos territórios por onde habitam. Fazendo-se humanos, na corporeidade singular dos corpos, experimentando os sentimentos primordiais como dispositivo biológico , todo ser humano depende para a sua sobrevivência das relações afetivas. Considerar os aspectos sutis e refinados da existência humana, sobretudo neste tempos onde o “ter” se sobrepõe ao “ser”, é fundamental para garantia da própria sobrevivência. Os humanos precisam tanto da nutrição advinda dos alimentos como da nutrição dos afetos, do carinho, da meiguice, da calidez, da suavidade, da gentileza, da amorosidade, da generosidade, da alegria sincera. São este os alimentos básicos para a sobrevivência da humanidade, profundamente carente e miserável, vítima de um capitalismo que coloca o capital e o mercado acima da vida. Sem o calor do afeto e do reconhecimento amoroso, a pessoa humana fica despessoalizada, desprovida de sua identidade como pessoa humana, pertencente a uma história humana e a uma Terra humana. Abraços **** Vivi

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