terça-feira, 10 de julho de 2012

TV COM COMIDA

Estive em um certo restaurante almoçando com a família, naqueles “kilos” com muita gente e muita comida. Gente entrando e gente saindo, lugar de passagens. Gente falando alto, agitada, como se a comida ou o mundo fosse acabar naquele instante. Até aí vamos entender que possa ser suportável, é a velocidade e a abundância do contemporâneo. Não bastasse estes elementos do cenário, ainda um outro elemento vai para a balança: a tela, a grande tela com um tom de volume avantajado para roubar os escassos momentos de encontro entre as pessoas, famílias, amigos, crianças, jovens, senhores e senhoras. Todos os olhares seduzidos pela grande tela televisiva, gerando é claro mais agitação e quem sabe até mais consumo, mais comida e mais bebida, o negócio é consumir e não alimentar. Depois procura-se uma nutricionista, de preferência antes de chegar ao cardiologista ou ao pronto atendimento. Captados e hipnotizados pela grande tela televisiva, não se olha para a comida que se coloca no prato, o negócio é engolir e quem sabe repetir, mais ligeiro, pois outros esperam por uma mesa. Neste turbilhão frenético e enlouquecido, aparece um excessivo para mim: do jogo de futebol que estava sendo apresentado pela grande tela, atendendo a pedidos, muda-se e agora a grande tela apresenta a luta: homens se degladiando, se esbofeteando e a plateia anestesiada, com os olhos fixados no sangue escorrendo do churrasco e da grande tela. Pergunta: o que faz um restaurante apresentar em um almoço luta livre? Será que se perdeu o mínimo de bom senso e respeito para com o público ou se quer mesmo gerar mais sangue e mais violência na sociedade? Sabemos que quanto maior a agitação e a ansiedade mais se come, ou se consome. Interessante, é ver que as pessoas assistem submetidas ao terror, ensinam para seus filhos o terror e depois reclamam do terror de seus filhos, do terror da sociedade... O que é isto? Será loucura total? Ou será que as pessoas já estão tão dessensibilizadas que se acostumaram a comer comida “estragada”, comer “lixo”? Com que qualidade, as pessoas que se nutrem destes lixos, fazem a sua digestão? Sem reflexão, o que sobra é automatismo doentio. Sem percepção, o que sobra é psicopatologia. Fato é que, TV com COMIDA pede atenção!!! Portanto, fique esperto para não ficar indigesto. Abraços **** Vivi

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