terça-feira, 30 de agosto de 2011

LIMITE E LIBERDADE - ALICERCE DA DIGNIDADE

Se perguntarmos a qualquer pessoa se ela gostaria de viver aprisionada, certamente a resposta seria negativa. Se perguntarmos se ela quer ser respeitada em sua vida, a resposta seria afirmativa. Então podemos concluir que, ser livre é algo fundamental. Contudo, será que somos verdadeiramente livres? Será que o respeito é um valor preservado em cada um de nós? Sabemos que se eu não preservar o respeito em mim, se eu não me der ao respeito, ninguém poderá me dar e se eu não souber me respeitar não terei como respeitar o outro. Em meio a tantos estímulos para consumir, coisas, idéias e modos de ser, nos entregamos irrefletidamente a padrões condicionantes e abdicamos da nossa liberdade. A liberdade é um estado a ser cultivado dentro da ética e ética pede limites norteadores da existência. Ninguém vive sozinho. O viver se faz junto com todos os outros seres vivos, na diversidade da vida, coexistindo. Liberdade e limite pedem discernimento, bom senso, consideração, adaptação, autonomia que rege uma lei interna, escolhida na liberdade que preserva respeito e dignidade. Edgar Morin nos propõe a auto-ética, cultivada pela pessoa que não abdica de sua liberdade, preserva sua dignidade e se dá ao respeito, sempre. Nesta crise de autoridade e libertinagem, do sem limite, que vivemos neste contemporâneo, onde o mercado, o lucro, o levar vantagem, tem determinado escolhas de muitas pessoas, fica evidente um total desfacelamento do tecido social, onde a angústia se apropria, deixando muitos de nós desnorteados, sem sentido e significado para suas vidas comprometendo a própria vida. Não conseguimos mais olhar no rosto do outro e reconhecer neste olhar a nossa verdadeira humanidade, a razão da existência. Quem sabe tenhamos que aprender a lidar com limites que possam alimentar o AUTO, o Self, o melhor e o maior de cada um de nós. Respeito.
Abraços ****
Vivi

Nenhum comentário:

Postar um comentário