segunda-feira, 17 de outubro de 2011

ARANHAS E TEIAS

Na linguagem do contemporâneo a palavra rede está em evidência. Rede de trabalho, trabalho em rede, redes parceiras, conectado na rede.... mas o que são as redes? Será que sabemos atuar, funcionar nas redes? As aranhas tem muito a nos ensinar. São elas atores de movimento contínuo, assim como a vida. As aranhas produzem as encantadoras teias. Quem não as viu num amanhacer à luz do sol. São perfeitas. Tecem com arte e precisão. Parecem ser repetitivas mas são altamente criativas, inteligentes e precisas na sustentação e nos pontos de intersecção. Sabem perfeitamente onde e como fazer ancoragem em torno de um centro. Elas integram a teia da vida. E nós que tanto falamos em rede, será que sabemos tecer com sustentabilidade e criatividade as nossas redes? Fazer rede é ter a capacidade de ser flexível, adaptativo e conectivo. A rede viva da vida se faz nos espaços relacionais, na interdependência. Se faz com pessoas. Fazer rede e teias é a arte de gerar respostas criativas e contínuas, criando plataformas que sejam sustentáveis. É ter a sensibilidade de ver e perceber as possibilidades conectivas que sustentem e integrem os espaços relacionais entre pessoas e ambientes. Fazer rede é saber preservar relações e os pontos de interconexões. Toda rede está em movimento contínuo, nada é fixo,tudo se modifica contínuamente.Porém existe uma base ética e valorativa que conduz a construção dos fios que tecem o tecido e que não podem ser negligenciados. Esta é a base que permeará o espaço relacional através do qual serão tecidos no movimento contínuo,as intersecções. Fazer rede é uma arte, muito além de uma técnica. Métodos, técnicas e procedimentos são importantes mas, não se sustentam por si mesmos. As redes expressam a arte de transcender o que existe para criar o novo, o que não nasceu ainda.
Abraços ****
Vivi

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