terça-feira, 25 de outubro de 2011

FELIZ OU INFELIZMENTE ......

Pensar corpo com uma visão reducionista, fragmentada da hiper especialização, através de tabelas estáticas e estéreis das estatísticas ditas científicas, descontextualizado da cultura, isolado dos acontecimentos, como blocos separados ... me parecer ser uma forma empobrecida, que insiste em se manter no paradigma condicionante do controle e da previsibilidade, como se o corpo humano fosse mais um objeto solto no espaço. Este é um corpo desabitado por especialistas que não se dispõe a ampliar a reflexão e se atualizar na realidade. Infelizmente, são muitos que ainda permanecem amarrados neste lugar. Mas, felizmente já encontro pessoas e profissionais de várias redes, que pensam e entendem o corpo humano da pessoa humana viva, com um olhar complexo, sistêmico, interconectado, plástico, que pensa o corpo vivo inserido nos ambientes, nos encontros, acontecimentos, nas histórias, nos afetos, na vida presente que faz presença. São artistas, terapeutas, filósofos, psicólogos, médicos, engenheiros, advogados, cientistas... pessoas que optaram por problematizar, refletir e ter a coragem de sair de um script pré-estabelecido, para encontrar narrativas mais conectivas, com mais sentido para a vida que pulsa no corpo humano vivo de cada um de nós. Um corpo ético, político, que revela histórias pessoais e culturais, histórias do hoje e de muitos ontens, para construir futuros mais potentes, saudáveis, maduros, cooperativo e criativo, do vivo para o vivo.
Abraços ****
Vivi

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