sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

ONDE ESTÁ O MAL ?

Ao refletir sobre o bem e o belo, a face do mal e do feio aparece. Quando somos verdadeiros com o nosso ser, possuímos a beleza. A feiura nos transporta para a ordem do constrangimento, do ressentimento, são as respostas estéticas que ocorrem dentro da profundidade do nosso ser. Cabe aqui a pergunta: por que a feiura e o mal nos impressionam mais violentamente que o belo e o agradável? Talvez porque a doença deixe marcas mais profundas pela sua forma incongruente de ser. O mal não significa apenas a crueldade, a pervesão moral, o abuso do poder, o terror. O mal mais profundo é a sua forma eficiente de se programar, é o emburrecimento da monotonia, da uniformização que padroniza nos formalismos burocratizantes, no conformismo da não presença somática, da ausência de si mesmo. Ao refletir sobre o mal e o feio, é fundamental considerar que muito antes deles se expressarem nas ruas, eles acontecem em nossos pensamentos, uma mente que é contaminada por ter perdido o contato com o sentido estético, é um coração que não é tocado, fica inerte, entediado, fica anestesiado. O sentido estético da vida é a nossa sobrevivência, cultiva-lo é manter vivo o sentido da beleza, é permitir a revelação da essência da alma.
Abraços ****
Vivi

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