terça-feira, 22 de maio de 2012

TERRA FÉRTIL

Cada momento e cada acontecimento em nossas vidas, de alguma forma deixa uma marca. Tudo que fazemos ou deixamos de fazer em nosso viver, deixa um rastro. Algumas marcas se mostram com grande evidência, outras, porém, são quase imperceptíveis em nossa consciência. Embora que não tenham expressão aparente, não significa que inexistam. Metaforicamente, é possível pensar em sementes que são colocadas no terreno da consciência, que um dia poderão germinar. É pela qualidade da presença e da atenção, fruto de um cultivo interior, que poderemos escolher quais as sementes que serão germinadas em nossa intimidade. Dependendo da semente teremos os frutos. Podemos até não ser responsáveis pelas marcas dos frutos dos acontecimentos, mas somos absolutamente responsáveis pelas escolhas das sementes que queremos semear em nossa interioridade. Além disso, somos igualmente responsáveis pela qualidade do terreno que receberá as sementes. Terra fértil é aquela cujo húmus possui a qualidade da liberdade, da espontaneidade, do amor, para gerar a vida nova através do diálogo ininterrupto com o divino. Aqui é o território da presença atenciosa e disciplinada, que não se contamina pelo automatismo conveniente do prazer imediato. Cultivar terras férteis e abundantes de amor e compreensão, para receber boas sementes que darão bons frutos e renovarão a vida, onde poderemos receber as sementes da liberdade responsável, é uma opção pessoal. Contudo, se estivermos apegados à escravidão dos desejos, nos distanciaremos do divino amor e seremos incapazes de sentir e dialogar com a presença infinita e manifesta que fala ao coração. Abraços **** vivi

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