segunda-feira, 6 de agosto de 2012

PERGUNTAS MAIS QUE INTERESSANTES ...



No final do século XVIII, o grande filósofo Kant, propõe algumas perguntas que me parecem ser mais que interessantes, hoje necessárias: O que posso saber? O que devo fazer? O que posso esperar? O que posso acreditar? São questões fundamentais em nossos dias. Conhecimento temos muito, porém o nosso saber tem se apresentado compartimentado e a nossa maneira de saber e conhecer, se transcorre na fragmentação das especialidades e feudos, com pouquíssima comunicabilidade. É preciso interligar o conhecimento, reconstruir um saber e um modo de obter o saber e o conhecimento, que seja pertinente, que tenha significado na vida relacional, entre os humanos, a natureza e os ambientes, na diversidade cultural. Um saber de inclusão, integração, interligação. Em que posso acreditar diante de tantos desencantos? O progresso tem desintegrado as crenças e as esperanças e o futuro tem revelado angústia e incertezas. Então, o que podemos esperar? Diante deste cenário, o que devemos fazer? Acreditar, é possível? Onde está a confiança? Todas estas questões para serem respondidas, se faz necessário considerar as capacidades do ser humano, ter uma visão antropológica. Lembrar que o humano não é apenas razão, mas é também dotado de criatividade, de entusiasmo, de uma certa “loucura”. Ele não é apenas técnico, produtor de tecnologias e “engenhocas” ,mas também acredita em mitos, tem suas religiões e todos estes cenários são de grande complexidade que não podem ser negligenciados. Perguntar, problematizar, criar, vislumbrar, sonhar, inovar, faz parte de um se fazer presente na vida. Certezas controladoras podemos não ter, o que já é muito bom, mas perder a capacidade de criar, refletir, perguntar é negar a potência viva da vida. Podemos não ter as respostas, mas podemos ter perguntas. Isto é ter sentido e significado na dignidade de ser digno do viver.
Abraços   ****
Vivi

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