segunda-feira, 17 de setembro de 2012

FELICIDADE CONDICIONADA


Imersos no capitalismo predatório muitas são as pessoas que entendem que, para ser feliz é preciso “um” algo que venha de fora. Talvez um marido ou uma esposa nova, uma casa nova, uma bolsa nova, um carro do ano, um diploma, títulos e mais títulos, em fim... alguma coisa a ser consumida, substituída na ilusão de que este “algo” poderá gerar transformações ao ponto de despertar o sentimento da felicidade. Equivocadas e desatenciosas, as pessoas acreditam que a felicidade está fora, no meio externo, está no condicional. “ Não sou feliz porque não tenho tal coisa...”  Este é o sentido da felicidade condicionada, aquela que depende de condições externas, um estado de prazer que acontece sob condições, é uma fugacidade. Quando as condições não são atendidas, o sofrimento, a frustração, o desapontamento, a incompetência, a baixa auto-estima, tomam conta por completo.  Se olharmos com mais bom senso, poderemos perceber que a felicidade não está à mercê do externo, mas está dentro da intimidade de cada pessoa, na forma COMO ela se vê e vê o mundo a seu redor. Esta é a felicidade genuína, que não se submete às condições do mercado de ilusões, mas que brota naturalmente da interioridade, que é alimentada pela clareza de propósitos na vida, na forma COMO a pessoa se conduz diante dos acontecimentos, nos encontros e desencontros. Um lugar equilibrado, de permanência consistente e não fugaz. Um lugar de gratidão e contentamento onde a alegria espontânea  brota naturalmente, sem estereótipos ou modismos. A felicidade genuína pulsa com o pulsar da vida, dos acontecimentos. Ela transcende, vai além, porque é nutrida pelo alimento perceptivo da compreensão, da equidade, do senso de justiça, da cordialidade, do discernimento. Felicidade é um estado de realização, de alegria e não euforia.
Abraços    ****
Vivi

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